LEITURA DRAMATIZADA E LANÇAMENTO EDITORA COBOGÓ

Texto: Eu carreguei meu pai sobre meus ombros/J'ai pris mon père sur mes épaules, do dramaturgo Francês, Fabrice Melquiot, traduzida pelo artista Alexandre Dal Farra, de São Paulo.
LEITURA DRAMATIZADA: dirigida por Alexandre Dal Farra com Coletivo Angu de Teatro de Recife.
LANÇAMENTO DO LIVRO: após apresentação da leitura dramatizada.

DIA 13/09
Teatro de Santa Isabel
19h
Praça da República, S/N, Santo Antônio
Fone: 33553322
GRATUITO
Ingressos no local/ 1h antes do início/Lugares limitados

Nova Dramaturgia Francesa e Brasileira

O Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, La Comédie de Saint-Étienne, Instituto Francês e Embaixada da França no Brasil lançam o projeto "A Nova Dramaturgia Francesa e Brasileira".

O projeto bilateral prevê duas etapas: na primeira, em 2019, oito textos de autores franceses contemporâneos serão traduzidos por diretores-autores brasileiros. As obras serão publicadas pela Editora Cobogó e encenadas nos festivais que compõem o Núcleo. Em 2020, os autores brasileiros terão seus trabalhos traduzidos e publicados na França e encenados no Théâtre National de La Colline em Paris, no Festival Actoral em Marselha e na Comédie de Saint-Étienne.

Lançamos o projeto na MITsp com a publicação e leitura dramática da obra É a vida/ C'est la vie, do dramaturgo Francês Mohamed El Khatib, traduzida pelo artista Gabriel F., de Brasília.

No RESIDE.FIT/PE o lançamento da publicação e leitura dramática da obra Eu carreguei meu pai sobre meus ombros/J'ai pris mon père sur mes épaules , do dramaturgo Francês, Fabrice Melquiot, traduzida pelo artista Alexandre Dal Farra, de São Paulo.

Ainda integram o projeto os artistas brasileiros: Grace Passô, que traduz Poings, de Pauline Payrade; Jezebel de Carli, que traduz La brûlure, de Hubert Colas; Márcio Abreu se debruça sobre Pulvérisés, de Alexandra Badea; a Pedro Kosovski cabe J’ai bien fait? de Pauline Sales; Quitéria Kelly e Henrique Fontes, Grupo Carmin, trabalham com Où et quand nous sommes morts, de Riad Ghami; e finalmente, Renato Forin, traduz Des hommes qui tombent, de Marion Aubert.

Em 2020, as plateias francesas conhecerão Amores surdos, de Grace Passô; Jacy de Henrique Fontes, Pablo Capistrano e Iracema Macedo; Caranguejo overdrive, de Pedro Kosovski; Maré e, também, Vida, de Márcio Abreu; Mateus 10, de Alexandre Dal Farra; Ovo, de Renato Forin; Adaptação, de Gabriel F.; e Ramal 340, de Jezebel De Carli, que serão dirigidos pelos artistas franceses.

O projeto de Internacionalização da Dramaturgia dá continuidade à iniciativa do Núcleo de criar projetos de intercâmbio e internacionalização. Em 2015, criado pelo TEMPO_FESTIVAL com a colaboração do Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, o projeto Coleção Dramaturgia Espanhola, parceria com a Editora Cobogó, divulgou a dramaturgia contemporânea do país e gerou desdobramentos: três montagens teatrais, a produção de um longa metragem premiado no Brasil e no exterior, além da indicação na Categoria Especial do 5º Prêmio Questão de Crítica, 2016.

Consciente do potencial de articulação internacional deste tipo de projeto o Núcleo muitas vezes cumpre um papel de "embaixador" da cultura. Ações desta natureza também são um espaço de desenvolvimento socioeconômico das artes da cena e contribuem para o crescimento do país através de processos de internacionalização.

Nesta perspectiva, o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil dá continuidade na efetivação da exportação das Artes Cênicas por meio do projeto de Internacionalização da Dramaturgia. Para os próximos anos, estão previstas ações com obras da Holanda e Argentina.

  • Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil
  • Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília
  • Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia – FIAC BAHIA
  • Festival Internacional de Londrina – FILO
  • Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto – FIT Rio Preto
  • Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp
  • Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas
  • RESIDE.FIT/PE – Festival Internacional de Teatro de Pernambuco
  • TEMPO_FESTIVAL – Festival Internacional de Artes Cênicas do Rio de Janeiro

TEXTO - Eu carreguei meu pai sobre meus ombros (J'ai pris mon père sur mes épaules)

ATORES do Coletivo Angu de Teatro

Autor: Fabrice Melquiot (França)

Ele é, com certeza, o autor mais prolixo de sua geração: mais de cinquenta peças já escritas, publicadas pela editora Arche. Fabrice Melquiot é traduzido em várias línguas e suas peças são bastante encenadas na França e no exterior (Alemanha, Grécia, México, Estados Unidos, Chile, Espanha, Itália, Japão, Québec, Rússia). Sua escritura precisa e nervosa sabe principalmente captar as vibrações e as aspirações da juventude e da adolescência. Desde o verão de 2012, é diretor do Théâtre Am Stram Gram de Geneva, Centre International de Création et de Ressources pour l’Enfance et la Jeunesse..Entre suas peças mais notáveis, citemos : Le diable en partage; Marcia Hesse ; Page en construction; 399 secondes.

Tradutor: Alexandra Dal Farra (Brasil – São Paulo)

Mestre pelo Departamento de Letras Modernas da FFLCH – USP e doutorando pelo PPGAC da ECA/USP, Alexandre é dramaturgo, diretor e escritor. Recebeu o prêmio Shell de melhor autor em 2012, além de ter sido indicado e recebido os principais prêmios nacionais, entre eles, prêmio APCA, prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, Prêmio Questão de Crítica, Prêmio Aplauso Brasil. Escreveu, entre outras, O Filho, Trilogia Abnegação, Mateus, 10, Conversas com meu pai, Teorema XXI. Seus textos foram apresentados em diversas cidades em todas as regiões do país e também no exterior, como na Alemanha, em Portugal e na França. Seu texto Abnegação 1, indicado ao prêmio APCA de melhor texto, foi editado pela mais importante editora de teatro contemporâneo francesa, a Les Solitaires Intempestifs.

Coletivo Angu de Teatro (Brasil – Recife)

Criado a partir do encontro dos atores André Brasileiro, Fábio Caio, Gheuza Sena, Hermila Guedes e Ivo Barreto, com o diretor Marcondes Lima, para a montagem do espetáculo Angu de Sangue, do escritor pernambucano Marcelino Freire, o grupo tornou-se um dos mais atuantes da cena teatral pernambucana/ nordestina - sendo Angu de Sangue um divisor de águas no teatro de grupo pernambucano contemporâneo. Atualmente com nove integrantes, o coletivo vem se destacando por todo país com esta e outras peças como Ópera (Newton Moreno), Rasif – Mar Que Arrebenta (Marcelino Freire) e Essa Febre Que Não Passa (Luce Pereira) e OSSOS (Marcelino Freire). São quinze anos de trabalhos ininterruptos e cinco espetáculos em repertório, com um profundo trabalho de pesquisa e uma linguagem cada vez mais elaborada versátil e comunicativa.

ESTA AÇÃO CONTA COM A PARCERIA DO NÚCLEO DOS FESTIVAIS INTERNACIONAIS DE ARTES CÊNICAS DO BRASIL/LA COMÉDIE DE SAINT-ÉTIENNE-CENTRE DRAMATIQUE NATIONAL/INSTITUT FRANÇAIS DO BRASIL;INSTITUT FRANÇAIS - VILLE DE SAINT/ EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL;EDITORA COBOGÓ.